Introdução
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, acompanha o volume de serviços no Brasil e nas 27 unidades da federação. Este relatório apresenta os resultados de agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior e no acumulado do ano.
Em agosto de 2026, o volume de serviços no Brasil recuou 0,1% frente a agosto de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, o setor cresceu 1,7%, a menor taxa para o período desde 2020, quando a variação foi de -9,0%.
Na comparação com agosto de 2025, 13 dos 27 estados cresceram, 12 recuaram e 2 ficaram estáveis. Rondônia (5,6%) liderou o crescimento, seguida por Distrito Federal (3,7%) e Alagoas (3,5%). No extremo oposto, Tocantins (-7,4%), Piauí (-5,9%) e Bahia (-4,8%) registraram as maiores quedas. Sete estados registraram a menor taxa para o mês de agosto em pelo menos cinco anos. Desses, Maranhão (-4,0%) e Piauí (-5,9%), foi a menor de toda a série histórica para o mês de agosto. Nos demais, foi a menor em 13 anos no Ceará (-3,1%), em 10 anos na Bahia (-4,8%), em 8 anos no Espírito Santo (-4,5%), em 7 anos no Tocantins (-7,4%) e em 5 anos no Amazonas (-2,8%). No sentido oposto, apenas Rondônia registrou a maior taxa para agosto no mesmo horizonte, a maior em 12 anos.
No acumulado do ano, 15 estados cresceram e 12 recuaram, e apenas 9 superaram a taxa nacional. O Distrito Federal lidera (9,1%), com a maior taxa para o período em 12 anos, seguido de Amapá e Roraima (6,5% cada). Na outra ponta, Tocantins (-7,6%) tem o menor resultado, seguido de Ceará (-4,8%) e Amazonas (-4,4%). O recorte estadual concentra muitas marcas históricas negativas: 13 das 27 unidades federativas registraram a menor taxa para o acumulado de janeiro a agosto em pelo menos cinco anos. Amazonas (-4,4%) e Tocantins (-7,6%) tiveram a menor taxa em nove anos. Nos outros 11 estados, a taxa foi a menor desde 2020: Alagoas (-3,8%), Ceará (-4,8%), Maranhão (-1,9%), Pará (-1,6%), Pernambuco (-0,4%), Paraná (-0,3%), Minas Gerais (-0,1%), Rio de Janeiro (0,6%), Santa Catarina (1,3%), Paraíba (2,5%) e Sergipe (3,2%). Os quatro últimos cresceram no ano, mas abaixo de todos os anos desde 2020.
Em síntese, o volume de serviços no Brasil continua crescendo no acumulado do ano, mas à menor taxa desde 2020, e recuou na comparação de agosto. No recorte estadual, quase metade das unidades federativas (13 de 27) registrou a menor taxa do acumulado em pelo menos cinco anos. As marcas positivas são poucas: apenas o Distrito Federal alcançou a maior taxa do acumulado (9,1%, a maior em 12 anos), e apenas Rondônia, a maior taxa para agosto (5,6%, a maior em 12 anos).
Comparação com o mesmo mês do ano anterior
Em agosto de 2026, o volume de serviços no Brasil recuou 0,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE. Em agosto de 2025, o volume havia crescido 0,3%. A taxa atual ficou, assim, 0,4 pontos percentuais abaixo da observada um ano antes.

No recorte regional, entre as 27 unidades federativas analisadas em agosto de 2026, 13 registraram crescimento, 12 apresentaram retração e 2 mantiveram-se estáveis em relação ao mesmo mês do ano anterior. 15 estados superaram a taxa nacional, de -0,1%. Os maiores crescimentos foram registrados em Rondônia (crescimento de 5,6%), Distrito Federal (crescimento de 3,7%) e Alagoas (crescimento de 3,5%), enquanto as retrações mais intensas ocorreram em Tocantins (retração de 7,4%), Piauí (retração de 5,9%) e Bahia (retração de 4,8%).

Na comparação com os resultados em agosto de 2025, entre os 27 estados com dados nos dois anos, 11 registraram taxa mais elevada em comparação com o mesmo mês do ano anterior e 16 registraram taxa mais baixa quando comparado ao mesmo período. As maiores diferenças em relação ao mesmo mês do ano anterior aconteceram em Acre (+14,7 p.p.), Rondônia (+6,6 p.p.) e Paraíba (+5,6 p.p.), e as reduções mais intensas no período foram em Tocantins (-12,2 p.p.), Piauí (-11,9 p.p.) e Sergipe (-6,8 p.p.).

Em perspectiva histórica, um estado registrou a maior taxa para o mês de agosto em pelo menos 5 anos: Rondônia (5,6%, a maior em 12 anos). Na outra ponta, 7 estados registraram a menor taxa para o mês de agosto em pelo menos 5 anos: Maranhão (-4,0%, a menor da série), Piauí (-5,9%, a menor da série), Ceará (-3,1%, a menor em 13 anos), Bahia (-4,8%, a menor em 10 anos), Espírito Santo (-4,5%, a menor em 8 anos), Tocantins (-7,4%, a menor em 7 anos) e Amazonas (-2,8%, a menor em 5 anos).
Quanto à persistência dos resultados, o volume de serviços no Brasil recuou na comparação interanual em agosto de 2026, após estabilidade no mês anterior. No recorte estadual, apenas um estado registra sequência de crescimento de 3 meses ou mais: Amapá (3 meses). Na outra ponta, 3 estados registram sequências de retração de 3 meses ou mais: Mato Grosso (7 meses), Tocantins (4 meses) e Goiás (3 meses).

Acumulado no ano
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o volume de serviços no Brasil cresceu 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE. No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o volume havia crescido 2,7%. A taxa atual ficou, assim, 1,0 ponto percentual abaixo da observada um ano antes. Trata-se da menor taxa para o acumulado de janeiro a agosto desde 2020, quando a variação foi de -9,0%.

No recorte regional, entre as 27 unidades federativas analisadas no acumulado de janeiro a agosto de 2026, 15 registraram crescimento e 12 apresentaram retração em relação ao mesmo período do ano anterior. 9 estados superaram a taxa nacional, de 1,7%. Os maiores crescimentos foram registrados em Distrito Federal (crescimento de 9,1%), Amapá (crescimento de 6,5%) e Roraima (crescimento de 6,5%), enquanto as retrações mais intensas ocorreram em Tocantins (retração de 7,6%), Ceará (retração de 4,8%) e Amazonas (retração de 4,4%).

Na comparação com os resultados no acumulado de janeiro a agosto de 2025, entre os 27 estados com dados nos dois anos, 9 registraram taxa mais elevada em comparação com o mesmo período do ano anterior e 18 registraram taxa mais baixa quando comparado ao mesmo período. As maiores diferenças em relação ao mesmo período do ano anterior aconteceram em Roraima (+7,0 p.p.), Acre (+5,9 p.p.) e Rio Grande do Sul (+5,9 p.p.), e as reduções mais intensas no período foram em Tocantins (-13,3 p.p.), Ceará (-8,2 p.p.) e Mato Grosso do Sul (-7,8 p.p.).

Em perspectiva histórica, um estado registrou a maior taxa para o acumulado de janeiro a agosto em pelo menos 5 anos: Distrito Federal (9,1%, a maior em 12 anos). Na outra ponta, 13 estados registraram a menor taxa para o acumulado de janeiro a agosto em pelo menos 5 anos: Amazonas (-4,4%, a menor em 9 anos), Tocantins (-7,6%, a menor em 9 anos), Alagoas (-3,8%, a menor em 6 anos), Ceará (-4,8%, a menor em 6 anos), Maranhão (-1,9%, a menor em 6 anos), Minas Gerais (-0,1%, a menor em 6 anos), Paraná (-0,3%, a menor em 6 anos), Paraíba (2,5%, a menor em 6 anos), Pará (-1,6%, a menor em 6 anos), Pernambuco (-0,4%, a menor em 6 anos), Rio de Janeiro (0,6%, a menor em 6 anos), Santa Catarina (1,3%, a menor em 6 anos) e Sergipe (3,2%, a menor em 6 anos).